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O que é o Sirius

O Sirius é o instalador que o LuminusOS traz na ISO live. Diferente de um instalador de distro típico, que assume que seu hardware vai cooperar e só reclama quando algo quebra, o Sirius verifica primeiro: antes de deixar você configurar qualquer coisa, ele roda uma verificação de compatibilidade de hardware e te avisa logo de cara se a máquina que você está usando consegue mesmo receber a instalação.

Ele também é agnóstico de distro. O Sirius em si não sabe nada sobre o LuminusOS especificamente. Qual SO é instalado, como é o layout de disco e como o instalador é personalizado vêm todos de um arquivo de configuração pequeno (distro.toml) que qualquer distro baseada em bootc pode fornecer. Veja Adaptando o Sirius para outra distro se foi isso que te trouxe aqui.

Para o fluxo completo de instalação do LuminusOS (baixar a ISO, gravar um pendrive, primeiro boot), veja o guia de instalação. Esta seção é um mergulho mais fundo em como o Sirius funciona por dentro.

O Sirius te guia por um conjunto fixo de telas, numa ordem controlada por /etc/sirius/sirius.toml. A ordem padrão é:

  1. Boas-vindas
  2. Idioma: todos os locales utilizáveis do sistema, com os mais comuns fixados no topo e os demais na sequência da mesma lista rolável; trocar de idioma retraduz o instalador na hora (hoje há catálogos em inglês e português brasileiro)
  3. Diagnóstico: verificações de hardware, veja Diagnóstico
  4. Rede (some automaticamente se o NetworkManager não reportar um dispositivo Wi-Fi)
  5. Teclado: layouts que combinam com o seu idioma fixados no topo, seguidos por todos os outros na mesma lista rolável, com um campo para testar a digitação
  6. Fuso horário: busque uma cidade ou clique no mapa-múndi; detectado automaticamente a partir do sistema e mostrado com um alfinete no mapa
  7. Armazenamento: disco e particionamento, veja Armazenamento
  8. Usuário
  9. Resumo
  10. Progresso
  11. Concluído

Qualquer tela dessa lista pode ser desligada por completo com uma entrada disabled = [...] no mesmo arquivo de configuração. Uma distro que, por exemplo, sempre usa DHCP e não precisa da tela de rede pode simplesmente desativá-la.

A interface do Sirius roda como um processo comum, sem privilégios. Ela nunca mexe em discos, partições ou na imagem bootc diretamente. Quando você confirma a instalação na tela de resumo, a interface dispara um processo separado e privilegiado (sirius run-playbook) via pkexec, autorizado pela ação polkit io.sirius.Installer.run-playbook. Esse processo privilegiado é a única parte do Sirius que de fato escreve no disco.

Essa separação significa que a interface GTK4/libadwaita com a qual você interage o tempo todo nunca roda como root. Só a etapa estreita e “scriptável” do playbook roda, e só depois que você confirmou que quer que a instalação aconteça.

A maioria dos instaladores deixa você configurar tudo e só descobre um problema bloqueante (RAM insuficiente, sem firmware EFI, o que for) quando a própria instalação falha no meio do caminho. O Sirius roda suas verificações de hardware literalmente como a primeira tela do assistente, antes de rede, armazenamento ou qualquer outra coisa, então uma máquina que não consegue receber a instalação te avisa isso imediatamente, em vez de depois de você gastar dez minutos escolhendo layout de disco.

Fora do assistente, o Sirius também tem pontos de entrada via CLI úteis para scripts e testes:

  • sirius diag: roda as verificações de diagnóstico sozinhas e imprime o resultado, sem abrir a interface gráfica.
  • sirius --dry-run: percorre o fluxo de instalação sem escrever nada no disco, útil para validar uma configuração de distro.toml/repart.d.